"No meio de tantas turbulências, eis que ele apareceu. Trazendo aquela alegria e o sorriso bobo que encanta. Assim que ela o via. Construindo sonhos, ideais cheios de amor, criando esperanças capaz de cobrir aquele buraco que já muito tempo haviam deixado no seu eu.
Talvez, com a presença dele, os meios dela sair, desse lugar profundo e obscuro onde ficou escondida por tanto tempo, sejam mais fáceis. Mãos e mãos foram ao encontro uma da outra. O calor, o suor, o temor não puderam ser omitidos diante daquela situação. No momento do toque, passou pela cabeça dela toda a tristeza e desilusão que havia sofrido com quem a tinha colocado ali, mas tudo foi tão breve, que de imeditado, seu único desejo era que aquelas outras mãos a envolve-se de forma leve e com toda a sutileza de quem coloca uma criança no colo.
Com aquele cheiro e o calor do corpo dele, tão proximo assim do corpo dela, ela reviveu o valor da confiança. Aquele caminho, onde mentira e omição andavam para o lado oposto de onde ela estivesse. Ela não via como podia cometer erros com alguém que beirava a perfeição, como ele. Tudo parecia se resolver da maneira mais simples.
Ao se aproximarem, ela foi tomada por uma voz fria,porém, ao mesmo tempo quente, onde ali mesmo ela atravessou do inferno para o paraíso, onde estava a constante de tudo aquilo que estava vivendo.
- Venha comigo e continue sendo essa flor que você representa. - Ele disse.
- Mas, por que uma flor? - Ela perguntou, curiosa.
- Uma flor representa a leveza e a doçura. Assemelha-se ao que você é para mim. Recebi a missão de cuidar e proteger você. Assim como uma flor, que sempre precisa de cuidados, foi você quem eu escolhi para deixar sob meus olhos, meu cuidado e meu amor.
- Iremos para onde? - Ela tornou a perguntar.
- Vamos sair desse lugar e ir para onde você nunca deveria ter saído, meu pequeno anjo.
E assim ela acabou redescobrindo o valor do sentimento que teriam tirado desse pequeno anjo, da forma mais brutal."
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