Confesso que muitas coisas mudaram nesse ano. Começando por mim, é claro. No ínicio do ano, já conhecia a maturidade, mas ao longo de todo esse ano, acho que todo mundo soube reconhecer o que significa de verdade a palavra responsabilidade. Foi um ano difícil? Foi. Mas também foi maravilhoso, cheio de conquistas, diga-se de passagem.
No início do ano, eu acreditava que muitas coisas iriam se manter da maneira que estavam. E logo de cara, tive que superar uma barreira que por pouco, pensei que ficaria ali mesmo, nada poderia consegui me tirar daquela situação. Tive o apoio de pessoas sensacionais, que assim como eu, abriram os olhos pra muita gente que se dizia ser teu amigo, mas na verdade não era. E enfim superei. E digo mais, superei ao ponto de hoje saber que eu tenho razão e que nada vai me fazer mudar de idéia.
E quando eu pensava que as coisas estavam bem mesmo, outra bomba caiu em cima de mim. Uma mais pesada, mas dolorosa. Uma semana, duas. Pensei que nada poderia me fazer sorrir. E foi ai que eu realmente vi que tu tinha pessoas maravilhosas comigo e que nada e muito menos uma pessoa que não soube dar valor na minha confiança, iria me deixar pra baixo. E tenho certeza que a semana após aquilo tudo, foi a melhor semana da minha vida.
Festa Junina. O que falar da primeira festa que marcou o meu terceiro ano? Ver todo mundo ali, de igual pra igual, rindo, se divertindo (alguns alteradinhos, vale lembrar, e não me excluo disso, hahaha) e aproveitando como uma verdadeira família. Onde todo era amigo de todo mundo. E foi que todos perceberam que não era mais necessário viver aqueles conflitos bobos do segundo ano, esquecer de vez o Festival de Física. Agora éramos uma turma só. E continuo dizendo, nada vai me fazer esquecer aquele dia. Seja por ter sido o (a) Mickey mais feminina do mundo, ou por ter aproveitado cada segundo daquela festa que eu vi acontecer desde o começo.
O que mais me surpreendeu foi que, apesar de ter passado por duas semanas péssimas, foi o apoio que tive de certas pessoas. Dois irmãos e duas irmãs. Jamais saberia o que fazer sem as palavras de cada um deles. Sentirei saudades. Aliás, já sinto. E sei que sempre que precisar, qualquer um deles vai estar ali, pra me fazer sorrir de novo.
Eis que chegam as férias, que não vou comentar muito porque um dos textos abaixo, já fiz o favor de resumi-las por aqui. Diferentes? Não. Mesmo lugar, porém com outras companhias. Outros objetivos, outras coisas pra se fazer. Me senti livre.
E quando chega a segunda parte do ano. A ultima no colégio, a mais decisiva, a mais tudo, se é que tem outra palavra pra se usar no lugar, eu recebo uma outra surpresa da vida. Mas dessa vez é boa.. Muito boa. E conto ainda: to com essa surpresa até hoje e a amo mais do que tudo (Ele sabe quem é e tenho certeza que vai ler isso em breve). E assim foi tudo tranqüilo. Tranquilo não. Esse segundo semestre deveria se chamar “pressão”. Vestibular, vestibular, Enem, Enem, Federal, Federal, UEPA, UEPA.. E claro, Unama, Cesupa, não vamos tirar o mérito de onde já sou caloura. E o que foi Agosto, Setembro e Outubro? Afinal, esses meses não passaram, eles voaram. Revisões e tudo que eu tenho direito (e até mesmo o que eu não tinha) aconteceu.
E quando chegou véspera de Enem? Minha nossa, eu via o desespero na cara das pessoas. Modéstia a parte, sempre fui muito tranqüila em relação a provas e tudo mais. Não sou de ficar noites sem dormir porque disso. Afinal, não vivem dizendo pra gente que pra dar certo tem que ter calma, paciência e blá blá blá? Acho que já faço isso até demais, hahaha.
Primeiro resultado: Unama. E adivinha? Calma, um beijo da caloura de Arquitetura & Urbanismo pra você. Não sei porque.. Mas fiquei com muito medo de não passar. Acho que era porque ou era na Unama ou na Federal (são só nessas duas que tem o meu curso). E passei bem até. Minha redação foi excelente e isso me deixou bem tranqüila. Comemoração foi ótima, com direito a pagode e tudo (o que eu detesto, mas quando estamos felizes, vale tudo). E vale lembrar também, que minha matricula está linda e feita. Dia 31 de janeiro, se nada der certo, estarei lá, hahaha. Segundo resultado: Cesupa. Um outro beijo da caloura de Publicidade & Propaganda. Fiquei feliz e ainda por cima, mas suja do que no resultado da Unama. E aproveitei bem mais. Sendo que não é nem lá que eu quero cursar, mas valeu. Só a minha noite que terminando dando uma reviravolta total (segunda vez que te coloco aqui, sinta-se lisonjeado).
E agora estou aqui, aguardando minha prova da UEPA e a da Federal. Uma semana e simplesmente tudo acaba. Sabe o que é isso? Acabou colégio. Acabou aquela coisa de uniforme, de jogos, de festa junina, de recreio (sim, eu chamo de recreio até hoje e ai?), de Ozélia, de Tia Simone. Mas, apesar de tudo que aconteceu comigo nos últimos três anos no Santa Catarina, não vou esquecer jamais daquilo tudo. Passei um ano lá, muito ruim. Mas os outros dois últimos que vieram depois, superaram todas as minhas expectativas. E que apesar tudo, sentirei falta de cada por toda a participação que tiveram na minha vida. Seja agora ou quando éramos crianças. E não posso esquecer o que esse final de ano me trouxe. Sejam pelas pessoas (terceira vez, ta bom de você se emocionar) que se confirmaram na minha vida e que mostraram estar realmente do meu lado ou por tudo de bom que acabou acontecendo.
E agora a única coisa que posso dizer é: adeus colégio, e olá realidade.
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